Eu sou durona sabe. Não é qualquer coisinha que me derruba. Costumo dizer que eu sou forte pra CARALHO. É bem provável que você nunca veja eu me lamentando da vida (além do blog, é claro, que aqui eu posso), com pena de mim mesma, ou tendo pensamentos negativos, ou melhor, verbalizando estes pensamentos negativos. Porque sim, eu os tenho e por muitas e muitas vezes.
Mas não falo, não demonstro, não sei me mostrar frágil, com medo ou insegura. Eu sou forte pra CARALHO e pronto.
A verdade é que eu estava apavorada. Mesmo. Minha avó materna ter falecido de câncer aos 54 anos e minha mãe ter precisado tirar útero, trompas, ovário e metade de um seio, antes dos 45 anos de idade tornam a tua situação bem crítica quando um exame acusa uma anormalidade. Foram dias de desespero e o pior, sem contar pra ninguém. Segurar as coisas sozinha não me faz alguém melhor, muito pelo contrário, apenas me dá uma sensação de ter a situação sob controle e fico longe da piedade das pessoas. Além é claro, de proteger quem eu amo de um sofrimento desnecessário.
Uma vez me disseram que eu só parecia forte, que no fundo passo a sensação de que se alguém encostar eu desmorono. E esta pessoa talvez tivesse razão, por via das dúvidas eu não deixo ninguém encostar. Tenho pânico de desmoronar.
Mas acaba que o que eu queria dizer era apenas BENIGNO. Pronto, acabou. Exame de 6 em 6 meses pra observar e tocar a vida adiante.
E finalmente 2008 começou. Já não era sem tempo.
Batata doce douradinha
Há 5 semanas