sexta-feira, 2 de julho de 2010

Festa estranha com gente esquisita...

Então que a Natália tinha uma melhor amiga. Ela era mais velha e com personalidade mais forte. Protegia a Nati. A Nati cresceu um pouco, mudou de interesses e mudou de melhor amiga.

Confesso que insisti um bocado para que ela mantivesse aquela amizade, eu gosto da menina e gosto da família dela também. Tive sempre o cuidado de orientar a Nati para não excluir nem magoar a ex melhor amiga. Que era sim muito legal ter uma melhor amiga, mas era muito mais legal ter várias amigas, que não era preciso brigar com ninguém e sim cada vez ter mais e mais amigos.

Um dia a avó dessa menina comentou com meu marido que a neta estava sofrendo muito com a falta da amizade. Fiquei chateada por isso, mas é coisa de criança. Elas se relacionam bem, convivem, fazem diversas atividades juntas, mas definitivamente a Nati elegeu outra menina de melhor amiga da hora. Pronto. Acabou.

Então que hoje minha filhota de APENAS sete anos, chega da atividade da escola a tarde bem chateada e me diz que quer me contar uma coisa e não sabe se eu vou ficar brava com ela. Me conta que a mãe da tal menina, que é alguém que eu conheço relativamente, converso e até gosto bastante, a chamou para conversar e a questionou sobre ela ter tirado a filha dela do grupo. A Nati respondeu: "eu tirei tia mas eu vou colocar de novo". Ai a tal mãe, do alto da sua maturidade respondeu: "agora não precisa mais que eu disse pra fulaninha não querer mais ser do teu grupo".

Oi?! Elas tem sete anos!!!!

Fiquei passada. Engasgada. Perplexa.

Sinceramente não entendo como adultos podem se envolver desta forma em problemas das crianças. Até agora não decidi o que fazer. Se vou lá tirar satisfação, se dou uma indireta ou se simplesmente ignoro e oriento minha filha para quando situações assim ocorrerem.

Mas confesso que estou engasgada até agora, e são quase duas da madrugada!

7 comentários:

Graziele Mello disse...

Ai Prima... tu vai puxar minha orelha...
aconteceu com a lu tb... uns 2 meses atrás..
3 amigas da lu disseram pra ela que ela não poderia brincar pq só poderia 3 pessoas (a brincadeira era ver desenho)

e a Lu ficou parada no meio da rua com os olhos cheios de lágrimas..
aiii acabei ficando com o coração na mão..
logo chegou a amiga mais próxima da lu (não era nenhuma das 3). dai eu peguei um monte de brinquedos da lu... botei na frente de casa pra ela brincar com as amigas...
15min depois.. vem as 3 pra bricnar com ela..
ai não resisti... e falei "bom.. agora aqui tb só pode brincar 2" hehehe
ai mas excluir minha filha foi tão ruim que desci na idade delas.
Claro que depois eu fui falar na boa com a mãe de uma delas pra dizer o que tafva acontecendo... meia hora depois estavam todas brincando (mas antes... recolhi todos os brinquedos da lu) ou seja ainda tava com a mesma idade delas hahahah

val maria; disse...

que absurdo! as pessoas estão descontentes com a própria vida e descontam isso na relação dos filhos. as crianças tem sua maneira própria de lidar com as coisas e com as pessoas, e isso faz parte do amadurecimento.

pior: isso fez com que sua filha se sentisse mal por uma coisa que é natural - de se afastar de algumas pessoas.

nossa, que mulher sem noção!

ps.: ADOREI o post que tu falou que estava tudo bem. só não comentei antes porque minha net tá um cocô e umas páginas de comentário simplesmente não abrem!

estou rezando muito por vocês e fico muito contente que esteja tudo bem com a sua pequena!

beijos!

Wlady disse...

Andrea, acho que quando mexem com nossos filhos é difícil ter discernimento para conduzir a situação. Então entendo você, mas também entendo a mãe da garotinha.
bjk

Graziele Mello disse...

ah.. mas eu só recolhi os brinquedos.. pq a lu e mais uns dois que sempre pegam os brinquedos.. e outros não.. dai no final do dia tô eu q nem uma pata recolhendo...
agora estou adotando outra tática... apenas um brinquedo na rua... quer outro.. dai tem que guardar um e levar o outro. ai filhoss ahahah
mas diz pra naty ñão ficar tristinha.. são coisas que acontecem...

Déia. disse...

Que isso.. Que imaturidade dessa mãe. Olha, numa boa... acho que eu a ignoraria. Isso é ridiculo.
Aff. Detesto essas coisas.

Andrea Nunes disse...

Gra, te puxo a orelha pessoalmente amanhã :o) Eu penso que tu tem que ensinar a Lu a se defender e não sair na defesa dela, faz parte do amadurecimento lidar com a rejeição e superá-la ;o)

val, obrigada pelo carinho e pela torcida querida. Estou bem mais tranquila mesmo. Pois então, minha visão de mãe é muito muito diferente. E achei mesmo absurdo um adulto usar desse tipo de atitude para manipular uma criança porque não consegue fazer com que sua filha lide com uma rejeição natural da infância.
A Nati ainda brinca com a menina, se relaciona super bem, só não diz que ela é a melhor amiga, coisa típica desta idade. Cada dia elas tem uma melhor amiga.

Wlady, pois então justamente não tomo nenhuma decisão em relação a Nati de cabeça quente, sei que agimos com a emoção, com o sentimento de proteção de mãe. Mas sinceramente amiga não entendo a mãe da menina não. Mesmo se a Nati tivesse maltratado a filha dela de uma forma grave, que definitivamente não é o caso porque elas ainda são amigas, JAMAIS ela poderia resolver isso com a Nati, deveria falar comigo e não usar sua posição de adulta e humilhar e constranger minha filha quando ela estiva sozinha.

Tu sabe que tem um tempinho, uma menina de 11 anos, na escola também, ficou brava com um CD que a Nati levou pra colocar na hora do intervalo e então mandou um bilhete pra Nati a chamando de pilantra e dizendo que ia matar ela se ela levasse aquele CD pra escola de novo. Nati ficou apavorada e na sua ingenuidade me pediu para ajudá-la a lembrar de nunca mais levar aquele CD pra escola. Veja bem, a menina era bem mais velha que a Nati, mandou um bilhete com ofensas e ameaças e mesmo assim, em momento algum eu pensei em tirar satisfações com a menina, afinal eu sou adulta e ela uma criança, que eu não conheço, não sei que tipo de educação recebe e nem se ela tinha discernimento do que estava escrevendo ou apenas repetindo algo que escuta. Minha atitude foi levar o tal bilhete para a psicóloga da escola, pois entendo que ela poderia analisar a situação de uma forma não passional. Situação resolvida e o episódio não voltou a acontecer e a tal menina, segundo a Nati, "até foi legal e me deu oi mãe, acho que ela quer ser minha amiga agora".
beijoca

Andrea Nunes disse...

Déia, oi xará :o)
Então, conversei bastante com meu marido e decidimos que vamos ignorar, mas ficar mais atentos. Os filhos vão crescendo e o tipo de problemas mudando. Conversei bastante com a Nati no sentido de que ela tem o direito de escolher de quem é amiga ou não, que o que não pode nunca é maltratar ninguém e que não quero que ela maltrate a menina. Falei bastante também de como é legal ter muitos amigos, mas ela faz muita questão de uma "melhor amiga", me parece que essa é a moda do momento, ter uma melhor amiga e sair propagando isso pra escola inteira :o)